Clamor de Margarida Montenÿ
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- Teatro Virgínia . · Santarém · PT
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Datas e disponibilidade
Sessão
21:30 · Teatro Virgínia . · Santarém · PT
Sobre o evento
Descrição
SINOPSE// Clamor é um projeto performativo e instalativo que trabalha a partir da aproximação entre o toque manual de um sino e o vocabulário da corda vertical. O foco neste diálogo, que se apresenta imediatamente carregado de simbologia, dilui-se numa paisagem através da ativação dos elementos que a compõem, se cruzam e se justapõem, até à criação de um espaço que se quer imersivo, mas também ensaístico. Na relação entre corpo, som e objeto procura-se a possibilidade de um jogo que também busca aumentar o espaço de ação e os limites que o circunscrevem através da tensão contínua entre peso e suspensão, tradição e deslocamento, eficácia e falha. A performance propõe uma forma de atenção prolongada, numa experiência de proximidade e circulação. Neste espectro de possibilidades, o espectador é convidado a habitar o intervalo entre expectativa e acontecimento, ensaiando o seu ponto de vista e deambulando entre inquietação e desejo, desconforto e entrega. FICHA ARTÍSTICA// Conceção e ativação Margarida Montenÿ Acompanhamento e apoio Silvana Ivaldi Desenho de luz Pedro Nabais Conceção e interpretação musical Pedro Góis, André Dias Composição sonora Antonio Marotta Estrutura/desenho cenográfico Emanuel Santos Apoio à investigação IN Situ - Platform; Re=INICIAR - Encontro de Artes Performativas - Ballet Contemporâneo do Norte Olhares externos Florent Bergal, Olga Drygas, Carminda Soares Coprodução Outdoor Arts Portugal (em parceria com 23 Milhas/Bússola, Festival LEME e Município de Pombal/Casa Varela); Teatro Virgínia/ Município de Torres Novas; Erva Daninha; CAMPUS Paulo Cunha e Silva, no âmbito do programa Residências Artísticas 25/26 Apoio financeiro República Portuguesa - Direção Geral das Artes, Fundação GDA Apoio Fundição de Sinos de Braga, Serafim da Silva Jerónimo e Filhos Lda; e da cordoaria Sicor S. A. BIOGRAFIA// Margarida Montenÿ é acrobata aérea e performer, desenvolvendo uma prática situada no cruzamento entre circo e artes performativas. A sua pesquisa parte da criação de dispositivos de reação e de situações performativas que convocam estados de intimidade, força e vulnerabilidade, ativados por dinâmicas de conflito, dissonância, afeto e proximidade. Em 2024, recebeu o Prémio Jovens Artistas – Coliseu Porto Ageas, na categoria de Circo. Entre os seus projetos destacam-se BLUE (2023), uma performance entre afeto e atrito que questiona e distende o conceito de “solo”, e Simulacro (2022), criado em parceria com Carminda Soares, um exercício de escuta e intimidade entre corpos queer. Paralelamente ao seu percurso autoral, colabora como intérprete com estruturas e criadores de diferentes áreas. Este espetáculo utiliza efeitos estroboscópicos e sonoros de elevada intensidade, não sendo recomendado a pessoas com fotossensibilidade ou sensibilidade auditiva.
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