SAMUEL ÚRIA | Cine Concerto
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Resumo editorial
Música
Samuel Úria estreia uma banda sonora original para «História de um Proprietário Rural», filme de Yasujiro Ozu de 1947. O cineconcerto acompanha a história de uma viúva que acolhe um rapaz no Japão do pós-guerra, com música criada e interpretada por Úria.
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Descrição oficial
SAMUEL ÚRIA | Cine Concerto
Música
17 de outubro, sábado, 21:45
Grande Auditório
Entrada: 6 euros
Cartão Pentágono, Estudantes, Seniores, Associados de Cineclubes, Pessoas c/ Deficiência, Surda, AM Incapacidade Multiuso (+60%): 3 euros
M/6 anos
Duração: 80 minutos
Noite de encerramento Close-up
História de um Proprietário Rural, de Yasujiro Ozu
Cine concertos e Sessões Especiais
Uma mulher viúva é forçada a tomar conta de um rapaz órfão que aparece inesperadamente num bairro de Tóquio. Embora inicialmente relutante, com o passar do tempo, a mulher acaba por se afeiçoar ao rapaz. Um conto agridoce sobre o Japão do pós-guerra, onde a regeneração e a reconstrução são as prioridades, História de um Proprietário Rural retrata alguns dos temas mais caros de Ozu – famílias fragmentadas, a melancolia do quotidiano – através do seu célebre humor e da visão terna do mundo que caracteriza a sua obra.
Samuel Úria apresentará em estreia uma nova banda sonora.
A tarefa de acompanhar o filme “História de Um Proprietário Rural” com instrumentais originais é o agregar de, pelo menos, três universos que há muito me cativam: Primeiro, fazer música e tocá-la ao vivo. Segundo, o cinema do Ozu. Terceiro, aceitar desafios que preconizam a expressão “areia a mais para a minha camioneta”. Parto para a conceção desta empreitada montada nas asas do paradoxo: há que respeitar a frugalidade incisiva, terna, melancólica e oriental do grande mestre japonês, mas há também que respeitar o convite feito a este músico, tão afoito a soluções alarves, desgrenhadas, titubeantes, ocidentais. Como não ferir a perfeição do Yasujiro Ozu se lhe prego a minha carga sonora? Nem a resposta é óbvia nem o equilíbrio é fácil. Não abri mão deste desafio (areia a mais para a minha camioneta) porque é impossível voltar costas a uma obra cinematográfica que tanto estimo. É precisamente isso que me dá esta garantia: também não abrirei mão do profundo respeito.
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