Luís Represas, uma voz por Timor
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Descrição oficial
Em 1988 João Gil compôs e gravou em 1988 um tema instrumental para a banda-sonora de Flores Amargas, telefilme de Margarida Gil, com a participação de um coro em tétum. Durante as gravações do disco Um Destes Dias, o Papa João Paulo II deslocou-se à Indonésia, fazendo Timor parte dessa visita como território daquele país. O Sumo Pontífice não beijou o solo à chegada ao território timorense, pois já tinha beijado em Jacarta. Essa atitude levou João Monge a escrever a letra definitiva de Timor, gravado pelo Trovante em solidariedade com o povo timorense. O resto, como se costuma dizer, é história. Uma história de resistência, humanidade e mobilização popular de Portugal cantada na voz de Luís Represas (1956-2026) que é o motivo primeiro desta sessão-tributo com convidados e amigos do Trovante – a que se junta a cantora palestiniana Mona Miari. Uma noite de emoções fortes com curadoria de Manuel Faria e moderação de Pedro Dias de Almeida.
Lavam-se os olhos, nega-se o beijo Do labirinto escolhe-se o mar No cais deserto fica o desejo Da terra quente por conquistar
Nobre soldado que vens senhor Por sobre as asas do teu dragão Beijas os corpos no chão queimado Nunca terás o nosso perdão
Ai Timor! Calam-se as vozes dos teus avós Ai Timor! Se outros calam, cantemos nós
Salgas de ventres que não tiveste Ceifando os filhos que não são teus Nobre soldado nunca sonhaste Ver uma espada na mão de Deus
Da cruz se faz uma lança em chamas Que sangra o céu no sol do meio dia Do meio dos corpos a mesma lama Leito final onde o amor nascia
- Duração
- 1 h
- Classificação etária
- Maiores de 6 anos
- Promotor
- Município de Penafiel
- Morada
- Rua de Puços, 606, 4560-623 Porto, PT
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