A Galeria Zé dos Bois é uma associação cultural dedicada à criação contemporânea. Exposições e programação musical aproximam práticas artísticas experimentais e diferentes formas de encontro com o público.
Tashi Dorji e Erica Dawn Lyle partilham uma noite dedicada à guitarra experimental. Dorji cruza improvisação, punk e free jazz; Lyle, antiga guitarrista de digressão das Bikini Kill, explora a guitarra a solo e apresentou o álbum On Fire em 2025.
Alex Zhang Hungtai, anteriormente conhecido como Dirty Beaches, explora sopros, improvisação e composição experimental, num percurso que inclui Dras e Orion/Mother. A noite conta também com Belaflor, projeto instrumental de amplificação e circuitos elétricos inspirado em arte sacra, corpos dissidentes e esperança.
Alpha Maid e Polido partilham este programa: a primeira cruza guitarra experimental, noise e dub; o segundo trabalha gravações e amostras sonoras entre ritmos e passagens contemplativas. Polido apresenta-se acompanhado por Adriana João e Rudi Brito.
Curbside Lambsear, duo de Magdalena McLean e Annabelle Mödlinger, cruza melodias de raiz folk com loops e texturas experimentais. Anaís completa o programa com canções nascidas de observações quotidianas e conversas, trazendo também música nova.
Heith e Tarawangsawelas apresentam a colaboração «Duori», que cruza instrumentos tradicionais de Java Ocidental e processamento eletrónico. Raúl Jardín completa o programa com música experimental que explora ritmos, texturas industriais e sons do quotidiano.
Bernardo Tinoco apresenta Creature Close-up, quarteto com Malina Midera no piano, Minki Cho no contrabaixo e Patrycja Wybranczyk na bateria, num encontro entre lirismo e exploração jazzística. O programa inclui também José Lencastre, saxofonista cujo trabalho cruza composição, improvisação livre e pesquisa tímbrica.
«Mondo Negro x ZDB: Poison Ruïn + Bated Breath» está anunciado como concerto em Galeria Zé dos Bois, em Lisboa. Poison Ruïn Em parceria com a Mondo Negro, e antes da vinda de Powerplant, a ZDB trilha caminhos adjacentes ao metal/punk com a aparição bem oportuna de Poison Ruïn. Sem quaisquer vokills ou tremolo picking que se oiçam, paira sobre a música do quarteto originário da Pennsylvania uma aura black metal que tanto se deixa assombrar pelo espectro de Venom como reconhece o balanço D-beat que acertou passou a Darkthrone a partir de The Cult Is Alive.
Coelho Radioactivo apresenta «Anti-Ontem», álbum de João Sousa desenvolvido ao longo de uma década, com canções acústicas atravessadas por atmosferas densas e texturas sonoras.
Powerplant apresenta a mistura de garage punk, pós-punk gótico, dungeon synth e black metal de Bridge of Sacrifice. A dupla Thee Seizures completa a noite com órgão, vozes e bateria entre punk e psicadelismo.
keiyaA apresenta hooke's law, um álbum que reflete sobre a pressão e as mudanças trazidas pelo reconhecimento. A cantora, produtora e multi-instrumentista de Chicago cruza R&B e soul com bases jazzísticas, eletrónica e ritmos de jungle.
Superfan, projeto de Kali Flanagan, apresenta My Piledriver Heart. O disco desenvolve o seu indie rock através de arranjos mais densos e de uma exploração da voz, continuando o percurso iniciado com Tow Truck Jesus.
Loke Rahbek e Frederik Valentin, e Merely e Niko Demus, partilham Jejum #47. Eletrónica experimental, ambient, voz e instrumentos acústicos aproximam duas explorações de textura e paisagem sonora.
Geordie Greep, conhecido como guitarrista e vocalista dos black midi, apresenta-se em concerto. O seu percurso a solo inclui The New Sound, disco que aproxima pop alternativa, narrativas teatrais e arranjos de inspiração latina.
The Sleeves junta Jack Cooper e Tara Cunningham, também integrantes dos Modern Nature, num duo de guitarras e vozes. As canções dão espaço ao silêncio, à improvisação e ao diálogo entre os instrumentos, uma abordagem presente no álbum homónimo.
Horse Jumper of Love aproxima slowcore, guitarras densas e canções introspectivas. Digital Device participa na noite com rock alternativo, melodias e dissonâncias.
Os Cloud Nothings trazem o indie rock de guitarras distorcidas de Final Summer, mantendo o contraste entre intensidade e melodias pop. Partilham a noite com os VEENHO, banda portuguesa de noise pop que cruza gravações de baixa fidelidade e referências ao rock alternativo dos anos 90.
Maria BC aproxima folk, rock e texturas ruidosas nas canções de «Marathon». Tomé Capa abre a noite com um trabalho que cruza música e outras práticas artísticas, valorizando a participação do público.
Travo Dos seus inícios humildes e suados na garagem a levantar do tapete uma poeira psych lo-fi à ascensão a palcos de festivais imponentes como o Trans Musicales ou Eurosonic e aparição na KEXP, o reconhecimento gradual deste quarteto bracarense ao longo da última década tem-se feito a pulso e bravura à medida da sua própria evolução. Está anunciado como concerto em Lisboa.
The Ex e Y/Compound partilham um programa que cruza punk, improvisação e ritmos afro-brasileiros. O saxofone de Ravenna Escaleira integra a formação variável de Y/Compound.
Haela Ravenna Hunter-Hendrix apresenta Liturgy a solo. Contemplação acústica e intensidade elétrica aproximam black metal transcendental, eletrónica, minimalismo e escrita coral.
«Hammok + Roy Batty» está anunciado como concerto em Galeria Zé dos Bois, em Lisboa. Hammok Nos dias que correm, é inegável um estado de graça, criativo, crítico e mediático em torno do punk hardcore com vistas largas. Da consciência colectiva mais ou menos mainstream de Turnstile ou Knocked Loose, a indie darlings como Scowl ou Soul Glo até a um sentida comunhão local - dá vontade de invocar a ‘scene that celebrates itself’ dos tempos idos do shoegaze, sem o teor derrogatório da altura, para o sentimento vivido em concertos de Hetta ou Prado - que atravessa barreiras geográficas e geracionais com um efervescência que faz tempo não se sentia.
Décadas e décadas volvidas desde o nascimento de Blind Joe Death pelas mãos de John Fahey e a sua transfiguração continua ainda hoje, irresoluta e assombrada pelos fantasmas da Takoma e daqueles que a precederam Dessa herança primordial, o fingerpicking na poeira dos blues, da folk, da country, ragga e dos grandes espaços da ‘American Primitive’ de Fahey, Robbie Basho ou Leo Kotke a Jack Rose (D.E.P.), Steffen Basho-Juggens ou Norberto Lobo ressalta, como em muitas histórias do saber. Está anunciado como concerto em Lisboa.
Or Sobre Blau junta os guitarristas Andreu G. Serra e Kiran Leonard, que começaram a colaborar em Lisboa. O duo aproxima manipulação de fitas, efeitos e improvisação de uma abordagem mais direta à guitarra, criando paisagens sonoras a partir desse contraste.
Andreu G. Serra, conhecido como Ubaldo, e Kiran Leonard apresentam-se na Zé dos Bois. Os dois músicos colaboram no projeto Or Sobre Blau, explorando a música experimental através das guitarras.
A cantora e compositora Sheherazaad aproxima folk experimental e tradições musicais do sul da Ásia. As suas letras em hindi e urdu abordam deslocamento, língua e a ideia de uma terra de pertença.